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ISCTE-IUL  >  Ensino  >  MA , MA-UTAD

Métodos de Pesquisa em Antropologia (2º Ciclo) (1 º Sem 2018/2019)

Código: 01186
Acrónimo: 01186
Nível: 2º Ciclo
Estruturante: Não
Língua(s) de Ensino: Português
Língua(s) amigável(is):
Ser English-friendly ou qualquer outra língua-friendly, significa que a UC é leccionada numa língua mas que se pode verificar qualquer uma das seguintes condições:
1. Existem materiais de apoio em língua inglesa/outra língua;
2. Existem exercícios, testes e exames em língua inglesa/outra língua;
3. Existe a possibilidade de se apresentar trabalhos escritos ou orais em língua inglesa/outra língua.
1 6.0 0.0 h/sem 20.0 h/sem 0.0 h/sem 0.0 h/sem 0.0 h/sem 0.0 h/sem 1.0 h/sem 21.0 h/sem 129.0 h/sem 0.0 h/sem 150.0 h/sem
Em vigor desde o ano letivo 2018/2019
Pré-requisitos Domínio da língua inglesa.
Objectivos OG1.O seminário tem como objectivo principal elucidar as diferentes formas como os antropólogos responderam aos desafios teóricos e sociais do mundo contemporâneo através de abordagens etnográficas que problematizam o seu posicionamento, a relação entre observador e observado, a natureza multi-situada do trabalho de campo, a ética da observação;
OG2.O seminário divide-se latu sensu em duas grandes partes. Numa primeira, serão elucidadas as principais questões da prática e política da etnografia nas últimas décadas; numa segunda, serão debatidas as questões que se levantam a pesquisas em contextos contemporâneos, globalizados;
OG3. Os alunos serão estimulados a realizar exercícios de etnografia em que desenvolverão a capacidade de olhar, de escolher e articular um problema, a praticar a escrita etnográfica.
OG4. A experiência de trabalho de campo prolongado da professora constituirá uma referência para os temas em análise.



Programa Introdução ao seminário.
1.O antropólogo e as transformações da observação etnográfica
1.1. Da viragem pós-modernista à antropologia reflexiva.
Para uma epistemologia do encontro etnográfico.
2. A ética da observação.
Antropologia e ética num mundo em transformação.
2.1. Impasses da observação: observador / observado, hierarquias de observação / hierarquias de poder.
2.2. Etnografia colaborativa.
3. Etnografia, política e a esfera pública.
3.1. Antropologia pública.
4. O terreno nos novos terrenos (1). Globalizar a antropologia, localizar os temas.
Condições de pesquisa e novas abordagens.
4.1. Ambiente, ecologia, activismo.
O terreno nos novos terrenos (2).
4.2. Deslocação, sem-abrigo, refugiados.
5. Terrenos móveis.
Movimentos e deslocações transnacionais.  
6. Uma antropóloga num terreno de longa duração.
De uma aldeia a um slum do Gujarate.
7. O género da pesquisa.
Para uma epistemologia de género?
Conclusão do programa





Processo de avaliação - Assistência às aulas e participação informada: 15%
- Apresentação e debate de um texto / tema : 30%
Cada estudante ou grupo de 2 estudantes apresentará um tema (que pode ser baseado num exercício etnográfico) no interior de cada matéria semanal.
- Ensaio final: 55%
Os estudantes podem desenvolver um dos tópicos cobertos pelos seminários.
O ensaio tem de ser obrigatoriamente enviado por email através de SafeAssign (plataforma E-learning).
Processo de ensino-aprendizagem O curso será dado como um seminário intensivo, com aulas teóricas regulares, mas principalmente orientado para o debate. Os alunos são estimulados a realizar exercícios etnográficos, cujas notas tomadas  serão usadas para escrever um breve ensaio etnográfico a ser apresentado em sala de aula. O ensaio final será baseado neste exercício e complementado por textos selecionados para serem discutidos durante as horas de atendimento.
A fotografia e o filme ilustrarão os temas em análise.

Observações iPdas, telemóveis e outros dispositivos electrónicos NÃO devem ser usados nas aulas, a não ser no caso de handicap comprovado. Os dispositivos electrónicos devem ser desligados durante o tempo de aula (não apenas postos em modo de silêncio).
Bibliografia básica Faubion, James D. e George E. Marcus, orgs., 2009, Fieldwork is Not What it Used to Be. Learning Anthropology's Method in a Time of Transition, Ithaca e Londres, Cornell University;
Fox, Richard e King, Barbara, orgs., Anthropology beyond Culture, Oxford/ N.Y, Berg; pp. 37-60;
MacClancy, Jeremy, org., 2002, Exotic No More: Anthropology in the Front Lines, Chicago e Londres, The University of Chicago Press
McLean, Athena e Annette Leibing, 2007, The Shadow Side of Fieldwork. Exploring the Blurred Borders Between Ethnography and Life, Oxford, Blackwell Publishing;
Musharbash, Yasmine e Marcus Barber, orgs., 2011, Ethnography and the Production of Anthropological Knowledge. Essays in Honour of Nicholas Peterson, Canberra, ANU E Press;
Robben, Antonius C.G.M. e Jeffrey A. Sluka, orgs., 2007, Ethnographical Fieldwork. An Anthropological Reader, Oxford, Blackwell Publishing;
Bibliografia complementar ♦ Al-Ali, Nadje, Richard Black, and Khalid Koser, 2001, "The Limits to 'Transnationalism': Bosnian and Eritrean Refugees in Europe as Emerging Transnational Communities", in Ethnic and Racial Studies, vol. 24, no. 4, pp. 578-600;
♦ American Anthropological Association Statement on Ethics, available online at the
following web site: http://www.aaanet.org/stmts/ethstmnt.htm;
♦ Bangstad, Sindre, ed., 2017, Anthropology of our Times. An Edited Anthology in Public Anthropology, NY, Palgrave Macmilan;
♦ Bradiotti, Rosa, 1994, "Feminism by Any Other Name", with Judith Butler, in Differences: A Journal of Feminist Cultural Studies, 6(2-3): 27-61;
♦ Cody, Francis, 2016, "The obligation to act: Gender and reciprocity in political mobilization, in HAU: Journal of Ethnographic Theory, vol.6, no. 3, pp. 179-199;
♦ Cunningham, Hilary, 1999, "The Ethnography of Transnational Social Activism:
Understanding the Global as Local Practice", in American Ethnologist, vol. 26, pp.583-604;
♦ Ensign, Josephine, 2003, "Ethical issues in qualitative health research with homeless youths", in  
Philosophical and Ethical Issues, Oxford, Blackwell Publishing, pp. 43-50;
♦ Fassin, D. ,2008, "Compassion and Repression: The Moral Economy of Immigration Policies in France", in Cultural Anthropology, vol. 20, nº3, pp.362-387;
♦ Fluehr-Lobban, Carolyn, 2008, "Collaborative Anthropology as Twenty-first-Century Ethical Anthropology", in Collaborative Anthropologies, volume 1, pp. 175-182;
♦ de Haas, H.,2008, "The Myth of Invasion: the inconvenient realities of African migration to Europe", in Third World Quarterly, vol. 29, nº7, pp.1305-1322;
♦ HAU - Journal of Ethnographic Theory, varia;
♦    Kallius, Annastiina, Daniel Monterescu, Prem Kumar Rajaram, 2016, "Immobilizing mobility: Border ethnography, illiberal democracy, and the politics of the "refugee crisis" in Hungary", in American Ethnologist, vol. 43, no 1, pp. 25-37;
♦ Mathur, Nayanika, 2015, "'It's a conspiracy theory and climate change": Of beastly encounters and cervine disappearances in Himalayan India", in HAU: Journal of Ethnographic Theory, vol.5, no 4, pp.87-11;
♦ Mentore, Laura, 2017, "The virtualism of "capacity building" workshops in indigenous Amazonia: Ethnography in the new middle grounds", in HAU: Journal of Ethnographic Theory, vol.7, no. 2, pp.297-307;
♦    Ortner, Sherry B., 2016, "Dark anthropology and its others: Theory since the eighties," in HAU: Journal of Ethnographic Theory, vol.6, no. 1, pp. 47-73;
♦ Osterweil, Michal, "Rethinking Public Anthropology Through Epistemic Politics and Theoretical Practice", in Cultural Anthropology, vol. 28, no. 4, pp. 598-620;
♦ Pels, Peter, 2014, "After objectivity: An historical approach to the intersubjective in ethnography", in HAU: Journal of Ethnographic Theory, vol.4, no.1, pp. 211-236;
♦ Perez, Rosa Maria, 2018, in print, "Notes from the field. Dalit women and the ambiguity of anthropological analysis", in Perez, Rosa Maria e Lina M. Fruzzetti, orgs., Women in the Field. Transdicisplinary Ethnography in India, Londres, Routledge;
♦ Perez, 2018, "Re-village. Os filhos de Hari", Prefácio, Reis e Intocáveis. Estudo do Sistema de Castas no Noroeste da Índia, ebook, Etnográfica Prees;
♦ Perez, Rosa Maria, 2018, "Provincializing Goa: Crossing Borders Through Nationalist Women", in InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies, vol.7, pp. 225-240;  
♦ Perez, Rosa Maria, 2013, O Tulsi e a Cruz. Antropologia e Colonialismo em Goa, Lisboa, Temas e Debates;
♦ Perez, Rosa Maria, 2010, "Body and Culture. Fieldwork experiences in India", Portuguese Studies,
♦ Riles, Anne-Lise, 1998, "Infinity Within the Brackets", in American Ethnologist, vol.25, pp.378-398;

♦ Sopranzetti, C., 2014, "Owners of the Map: Mobility and Mobilization among Motorcycle Taxi Drivers in Bangkok", in City and Society, vol 26(1), pp. 120-14;
♦ Visweswaran, Kamala, 1997, "Histories of Feminist Ethnography", in Annual Review of Anthropology, vol. 26: 591-621.