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Marginalidade, Dependência e Comportamentos de Risco (1 º Sem 2018/2019)

Código: 01192
Acrónimo: 01192
Nível: 2º Ciclo
Estruturante: Não
Língua(s) de Ensino: Português
Língua(s) amigável(is):
Ser English-friendly ou qualquer outra língua-friendly, significa que a UC é leccionada numa língua mas que se pode verificar qualquer uma das seguintes condições:
1. Existem materiais de apoio em língua inglesa/outra língua;
2. Existem exercícios, testes e exames em língua inglesa/outra língua;
3. Existe a possibilidade de se apresentar trabalhos escritos ou orais em língua inglesa/outra língua.
1 6.0 0.0 h/sem 36.0 h/sem 0.0 h/sem 0.0 h/sem 0.0 h/sem 0.0 h/sem 1.0 h/sem 37.0 h/sem 113.0 h/sem 0.0 h/sem 150.0 h/sem
Em vigor desde o ano letivo 2013/2014
Pré-requisitos Nenhum
Objectivos Ao pensar sobre doença deparamo-nos com uma categoria que é puramente objectiva, inscrita no ramo da medicina convencional enquanto patologia e, em simultâneo, com o domínio do subjectivo, em que se inscreve a pessoa enquanto doente. Esta disciplina discute e questiona alguns pressupostos comummente associados ao consumo de drogas e a práticas sexuais, nomeadamente no que diz respeito a comportamentos de risco e à vivência do estigma. Numa perspectiva história e contextualmente diversificada estimula-se a compreensão crítica das dimensões subjacentes ao discurso, prática e percursos de portadores de doenças como Stress Pós-Traumático, Hepatite, HIV, toxicodependência ou alcoolismo, enfatizando as implicações familiares, profissionais e afectivas da sua condição. Procurando ir mais longe nesta discussão, analisar-se-ão ainda estratégias de socialidade e pertença emergentes, considerando comunidades que, de forma mais ou menos invisível,reconstituem e reconfiguram a marginalidade.
Programa - Territórios Psicotrópicos e os bairros das drogas
- Margens e exclusão social
- Pecado, crime, doença: o desmontar de um conceito
- Comportamentos de risco: as trajectórias do perigo
- Religião, medicina, terapia
-Velhas e novas doenças: homossexualidade, alcoolismo, toxicodependência, depressão, stress Pós-Traumático
- Ser-se diferente: estigmatizado desacreditado e estigmatizado desacreditável
- A droga e o álcool enquanto elementos de contágio
- Estigma, culpa e vergonha
- Novas socialidades e a reconfiguração da pessoa
Processo de avaliação os alunos que estejam inscritos na avaliação contínua serão avaliados pela elaboração de três exercícios escritos a realizar em aula, com a ponderação de 30% cada um na nota final. a assiduidade e participação nas aulas correspondem a 10% da ponderação da nota final
Os alunos que não estiverem inscritos ou que reprovem na avaliação contínua, poderão realizar um exame final.
Processo de ensino-aprendizagem Nesta unidade as horas de contacto estão organizadas em aulas teórico/práticas e tutoriais. Será utilizado um conjunto de métodos de ensino (exposições teóricas, apresentação de estudos e casos; exercícios práticos) que visam promover a capacidade de aprender do aluno, de uma forma autónoma e contínua e orientados para a concretização dos objectivos de aprendizagem. As aulas teórico-práticas fornecem a informação teoria central e constituem o enquadramento para o estudo e trabalho independente.
Observações
Bibliografia básica Chaves, Miguel. 1999. Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Marginalidade Económica e Dominação Simbólica em Lisboa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
Conrad, Peter e Joseph Schneider. 1992. Deviance and Medicalization: From Badness to Sickness. Philadelphia: Temple University Press
Cunha, Manuela Ivone. 2002. Entre o Bairro e a Prisão: Tráfico e Trajectos. Lisboa: Fim de Século
Fernandes, Luís. 1998. O Sítio das Drogas. Etnografia das Drogas numa Periferia Urbana. Lisboa: Editorial Notícias
Frois, Catarina. 2009. Dependência, Estigma e Anonimato nas Associações de 12 Passos. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Goffman, Erving. 1988. Estigma: Notas sobre a Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro: Editora Guanabara
Quintais, Luís. 2000. As guerras Coloniais Portuguesas e a Invenção da História. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Vasconcelos, Luís. 2003. Heroína: Lisboa como Território Psicotrópico nos Anos Noventa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Bibliografia complementar Bastos, Cristiana. Ciências, Poder, Acção. As Respostas à Sida. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Becker, Howard. 1963. Outsiders: Studies in the Sociology of Deviance. New York: The Free Press
Cunha, Manuela. 1994. Malhas que a Reclusão Tece. Questões de Identidade numa Prisão Feminina. Lisboa: CEJ
Douglas, Mary, ed. 2003. Constructive Drinking. London: Routledge
Goffman, Erving. 1981. Manicómios, Prisões e Conventos. Rio de Janeiro: Guanabara
Mäkela, Klaus et al. 1996. Alcoholics Anonymous as a Mutual-Help Movement: A Study in Eight Societies. Wisconsin: University of Wisconsin Press
Maia, Marta. 2009. Sexualités Adolescentes. Paris: L?Harmattan
Pina Cabral, João. 2000. ?A Difusão do limiar: margens, hegemonias e contradições?. Análise Social 153: 865-892
Torres, Nuno e João Ribeiro, orgs. 2001. A Pedra e o Charco: Sobre o Conhecimento e Intervenção nas Drogas. Almada: Íman
Wacquant, Loic. 2007. Urban Outcasts. A Comparative Sociology of Advanced Marginality. London: Polity