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Educação, Formação e Qualificação de Pessoas (2 º Sem 2018/2019)

Sumários

Tipo do Turno:
Turno:
Docente:

Discussão de trabalhos finais

Discussão de trabalhos finais

31/05/2019 20:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 02/06/2019 19:56 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 14 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Pesquisa-ação, desenvolvimento participativo e transformação social

Exemplos - I: Construção de alternativas económicas

u América Latina - Comunidades Eclesiais de Base - Método: Ver-Refletir-Agir
u Brasil: Desenvolvimento de estruturas económicas alternativas que possibilitaram a resistência ao autoritarismo e promoveram a transição democrática:
u MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
u MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores
u FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária
u Índia - Nadvanya
u Valorização do conhecimento local como alternativa à "revolução verde", aos transgénicos e ao endividamento, empobrecimento e expropriação dos pequenos produtores.
Exemplos II: Lutas contra a precarização da vida académica
u CAFA - Committee for Academic Freedom in Africa - Fundado por académicos Norte-americanos que trabalharam em universidades Africanas e regressaram aos EUA. Apoio a movimentos estudantis contra e precarização do ensino superior resultante das medidas de austeridade impostas pelo Banco Mundial e o FMI.
u Aliança com movimentos altermundialistas .
u Protestos contra o impacto do GATS - General Agreement on Trade in Services no sistema universitário: Europa, EUA, Sudeste Asiático e América do Sul (2009).
u Exemplos: Academias de arte de Berlim, Munique, Viena e Londres.
u Protesto contra o processo de Bolonha.

31/05/2019 18:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 02/06/2019 19:51 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 18 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Silvia Federici: Género, educação, economia

u Divisão sexual do trabalho e como isso estrutura a economia.

Trabalho reprodutivo tornado invisível e não remunerado ou precarizado , trabalho produtivo, o que cria lucro, colocado no centro da economia, estruturando-a.

u Educação: De bem social a mercadoria, cuja produção e distribuição está sujeita às dinâmicas de mercado.
u Como as políticas de ajustamento estrutural diminuem o financiamento às universidades e as "moldam" em conformidade com os interesses do capitalismo global.
u Penetração de interesses comerciais na universidade.
u Standartização dos programas educativos. Homogeneização cultural?
u Emergência de universidades que querem recrutar estudantes internacionais e formar uma elite global.
u Educação cada vez mais avaliada pela sua capacidade de fazer lucro em vez do seu impacto social.
Caso da Nigéria: Ajustamento estrutural da educação como adaptação à disciplina dos mercados
u Endividamento para se ajustar à globalização dos mercados.
u Ajustamento estrutural, desinvestimento público na educação e regresso ao papel colonial de exportador de matérias-primas e mão-de-obra barata (dentro e fora do país).
u Precarização das universidades públicas.
u Exclusão de vastos sectores da sociedade do acesso à educação.
u Promoção de um "sistema de educação dependente": De propinas e do financiamento do Banco Mundial.
u " Africa Capacity-building " : Desvio de recursos das Humanidades e Ciências Sociais em direcção a cursos que preparem uma elite de tecnocratas que esteja sensível às necessidades dos investidores estrangeiros.
u Compartimentalização entre departamentos e competição entre eles.
u Emigração de mão-de-obra qualificada e de académicos - Paralelo com Portugal entre 2011 e 2015?
u Paralelo com a Turquia de Erdogan , mas neste caso de forma mais violenta?
Ajustamento estrutural e " enclosure " do conhecimento nos Estados Unidos e Europa
u Época pós-choque petrolífero (1973) - Época em que também começaram os programas de ajustamento estrutural do Banco Mundial.
u 1976 - Fim do " Open Admissions System " da City University of New York
u A partir da eleição de Ronald Reagan :
u Corte progressivo dos subsídios estaduais e federais às universidades
u Redução das políticas e "acção afirmativa"
u Aumento das propinas e do endividamento dos estudantes, ao mesmo tempo que o ensino superior passa a ser visto como condição " sine-qua-non " de acesso ao mercado de trabalho "de classe média".
u Programas "online" das universidades Americanas para países estrangeiros, dependentes de auxílio externo.
u "Universidade global" - Programas noutros países (ex: MIT Portugal)

30/05/2019 20:00 (Sala AA2.25) Aula Teórico-Prática

Modificado em 02/06/2019 19:45 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 18 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Interseccionalidades - Género, classe, raça

Construindo o conhecimento a partir das margens: Gloria Anzaldúa

u Cidadã Norte-americana, "Chicana" e homossexual
u Tal como Myles Horton e Paulo Freire, está " entre-sistemas ", na fronteira
u " Cognicentrismo " como factor estruturante do patriarcado, da supremacia e neo-colonialismo Ocidental e do capitalismo: Cultura predominante valoriza o histórico, racional, lógico, argumentativo, generalizável.
u E a dimensão somática, emocional, espiritual e estética? Narrativas pessoais

Linguagem ß à Imaginação

u Binarismo de género e classificações raciais interpretadas como um legado colonial.
u Identidade como algo relacional, que existe sempre em relação a um "outro".
u O conhecimento que a pessoa produz é resultante do seu posicionamento nessa relação com vários "outros".
u Possibilidade de desenvolver identidade que são por um lado específicas (género, raça, classe) e por outro trans-categóricas .
Bell Hooks : A educação como prática de liberdade
u Compromisso para com a emancipação da comunidade negra segregada onde nasceu.
u Educação progressista, holística, centrada na realização do potencial dos estudantes e no seu bem-estar. Forte influência de Paulo Freire.
u Promoção da condição das mulheres em torno dos temas de cultura, género, raça e classe.
u Foco na Praxis: Educar os alunos para "transgredir" o status quo racial, sexual e económico.
u Desconstrução de sistemas de dominação.
u Grande questão de Bell Hooks : Como é que esses sistemas de dominação se reproduzem na sala de aula, muitas vezes de forma inconsciente? De que forma é que os educadores são cúmplices? Qual o seu papel na sua desconstrução?

30/05/2019 18:00 (Sala AA2.25) Aula Teórico-Prática

Modificado em 02/06/2019 19:37 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 18 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Educação não formal e movimentos sociais

Paulo Freire e a alfabetização de adultos

u Ponto básico em comum com Myles Horton : Educação entre pares - Alfabetização e aprendizagem e elaboração conjunta de estratégias de mobilização, com base na sua linguagem, experiência e competência, em vez daquelas dos "educadores".
u "Educação bancária": Educador "deposita" informação na mente de alunos, vistos como receptores passivos, condicionando-os a aceitar o status quo cultural, social e político-económico.
u "Educação problematizante " : Processo pedagógico estruturado à volta de problemas colocados pelos alunos e explorados em conjunto com os educadores.
u "Círculos de Cultura": Estruturas de aula não-hierárquicas onde se discutem "temas geradores" no contexto das suas vidas. Aprendizagem através da análise crítica das próprias experiências
u Papel do educador não é resolver problemas mas promover a " conscientização "
u Base do diálogo: Representações visuais acompanhadas de palavras às quais correspondem.
u Construção de conhecimento: Movimento dialéctico que vai da reflexão à acção e da acção à reflexão.

OBJETIVO: PROMOÇÃO DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA

James e Grace Lee Boggs: Nutrir lideranças comunitárias, transformar a cidade

u Pontos em comum com Myles Horton , Paulo Freire e Henry Giroux :
u TEORIZAÇÃO BASEADA NA PRAXIS
u Educação entre pares, problematizante, não-hierárquica, transdisciplinar, transcende o academicismo integrando as artes.
u Potencialização dos recursos endógenos dos participantes.
u Objetivo dos processos pedagógicos: Transformação da cidade através de um processo de empoderamento por via da auto-organização e auto-determinação . Transformar a sua cultura e a sua economia. " DETROIT SUMMER "
u Foco na forma como o capitalismo molda a subjetividade e o sistema de valores.

VALORES <-> CONDIÇÕES MATERIAIS

u Inspiração: Martin Luther King: Transformação pós-capitalista e pós-comunista do espírito humano.
u "A revolução começa por dentro".
u "Nenhuma mudança efetiva pode surgir de estruturas hierárquicas. A revolução surge de redes horizontais, da auto-gestão e autonomia em relação ao fluxos de poder, bens e serviços que estruturam o "status quo".

MOTOWN -> "GROUND ZERO" DA GLOBALIZAÇÃO + MOTINS RACIAIS -> CULTURA E ECONOMIA REGENERATIVA

21/05/2019 20:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 27/05/2019 15:19 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 18 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Perspetivas Pós-coloniais e Pós-modernas

Boaventura de Sousa Santos - "Para Além do Pensamento Abissal" (2007)

u Linhas cartográficas do conhecimento que constituem e estruturam as relações políticas e culturais excludentes mantidas no sistema mundial contemporâneo.
u Distinções invisíveis que dividem a realidade social em universos distintos, um deles "oficial" e "estruturante" e o outro "invisibilizado:

Conhecimento "académico" vs "local", "fenomenológico" ( Bourdieu ) ou "saber popular"

Cognicentrismo vs Conhecimento somático (sensações, emoções, estética)

Acesso ao mercado de trabalho, à participação cívica e política e divisão sexual do trabalho - papel das estruturas conceituais e das instituições

u Rumo a uma "ecologia de saberes": Como combater a "linhas abissais" utilizando instrumentos conceituais e políticos que não as reproduzam?
u Pensamento pós-abissal como profundo exercício de auto-reflexividade
u Objectivo: Um mundo onde o valor de cada pessoa é reconhecido e o seu potencial realizado (Saul Alinsky )
Myles Horton e o Highlander Center

Quem foi Myles Horton?
Oriundo de uma família de Cristãos brancos, de classe trabalhadora, do sul dos EUA.
Educação baseada num forte sentido Bíblico de justiça social e de serviço ao próximo
Highlander Center:
Questões de economia política e de reconhecimento
Pouca elaboração teórica - Foco na mobilização, na elaboração dialógica de estratégias
Foco na transmissão oral de conhecimentos e na alfabetização da população Negra, para poder passar o "teste de cidadania" e ganhar o direito de voto.
Importância da música "folk" e da expressão artística
Educação entre pares - Alfabetização e aprendizagem e elaboração conjunta de estratégias de mobilização, com base na sua linguagem, experiência e competência, em vez daquelas dos "educadores".
Consciencializar as pessoas de que já têm as respostas para os seus problemas e facilitar a partilha de conhecimentos
Aprendizagem académica com base nas necessidades expressas pelas comunidades

21/05/2019 18:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 27/05/2019 15:02 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 18 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Pedagogia Crítica e Movimentos Sociais

Myles Horton (1905 - 1990)

Objetivo: Educar para alterar relações de poder económico e político em favor das camadas mais desfavorecidas.
Método: "Avivar" (música) e "Iluminar" (aulas com currículo criado a partir das necessidades verbalizadas pelos alunos - resolução de problemas em conjunto). "Começar o processo educativo onde as pessoas estão".

Limites:
Não queria trabalhar com crianças ou adolescentes
Não queria criar um modelo replicável para educação das massas
Não queria ter de responder a legislação pública ou estadual nem desenvolver um currículo standartizado ou sujeito a exames
Queria trabalhar com adultos que pudessem ser responsáveis pelas suas próprias decisões e assumir papéis de liderança nas suas comunidades

Paulo Freire (1921-1997)

Objetivo: Educação para a auto-determinação dos mais desfavorecidos - "Os oprimidos podem se humanizar ao tomar consciência do seu ser, ao olhar criticamente para a sua situação e agir para transformar a sociedade."
Método: Encorajar a consciência crítica - "Observar", "Reflectir", "Agir" - Desconstruir os "mitos" da cultura predominante que promovem a resignação e passividade em troca da segurança. "Pedagogia de problematização" para perceber criticamente a sociedade.
"Educação bancária": Educador "deposita" informação na mente de alunos, vistos como receptores passivos, condicionando-os a aceitar o status quo cultural, social e político-económico.
"Educação problematizante": Processo pedagógico estruturado à volta de problemas colocados pelos alunos e explorados em conjunto com os educadores.
"Círculos de Cultura": Estruturas de aula não-hierárquicas onde se discutem "temas geradores" no contexto das suas vidas. Aprendizagem através da análise crítica das próprias experiências
Papel do educador não é resolver problemas mas promover a "conscientização"
Base do diálogo: Representações visuais acompanhadas de palavras às quais correspondem.
Construção de conhecimento: Movimento dialéctico que vai da reflexão à acção e da acção à reflexão.

17/05/2019 20:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 20/05/2019 12:16 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 15 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Pedagogia crítica - Autores básicos

Goethe (1749-1832), o "método experiencial" e a pedagogia holística

u Para além do paradigma Cartesiano, baseado na "racionalidade técnica", na qual só o conhecimento mental-cognitivo/analítico-sintético tem valor e quem o recebe é um espectador passivo de esquemas mentais pré-concebidos.
u Abordagem fenomenológica - Agente construtor do conhecimento envolve-se com o objeto de estudo. "Ciência participativa".
u Pragmatismo - Conhecimento deve ser resultado de uma participação na realidade.
u Dimensão experiencial, somática e narrativa - Aprendizagem interativa e participante.
u Razão + Imaginação : Síntese entre a dimensão analítica-sintética e somática-narrativa - Complementar a análise científica com formatos alternativos de natureza criativa, como narrativa pessoal, expressão artística e material experiencial.
u Pensamento sistémico - Ex: Gaia Education
u Educação especial
u Pedagogia "alternativa" - ex : Pedagogia Waldorf

Base da Pedagogia Crítica dos séculos XX e XXI

John Dewey (1859-1952)

Objetivo - Educar para a Democracia (em vez de preservar a disciplina académica) - "Uma sociedade democrática baseia-se em interesses partilhados, na liberdade plena de interacção e participação dentro do grupo e com outros grupos."
Foco - Disparidade entre as experiências da criança e os conceitos que lhe são impostos, seja pela educação tradicional, seja pela progressista.
Pragmatismo - Primado da experiência sobre os conceitos, a sua validade depende da sua capacidade de resolver os problemas específicos que motivaram a sua elaboração. Teoria da transacção social - Para além do individualismo em direcção a uma visão "relacional" do Desenvolvimento e da Democracia
Avanço da Democracia: Expansão do direito de voto + promoção de uma opinião pública bem informada e capaz de comunicar para além de diferenças ideológicas, religiosas e de conhecimento técnico, sendo por isso capaz de responsabilizar políticos e peritos.
Ênfase na identidade e diferenças, sem cair na tentação do "sujeito
Unitário" nem do pluralismo extremo (heterogeneidade e incomensurabilidade).
Instituições Educativas   Sociedade Civil

Henry Giroux (1943 - )

Objetivo: Investigar a relação entre poder, ideologia e ensino, de modo a promover o aprofundamento da Democracia.
Poder como conjunto de práticas que produzem formas sociais que enformam e legitimam subjetividades e experiências.
Foco: Relação entre poder e cultura e entre razão, emoção (julgamento ético, moral e estético) e dominação.
Mecanismos de controle social e a forma como legitimam as crenças e valores que suportam o "status quo".
Crítica da razão instrumental e "cultura do positivismo", com base no desenvolvimento de competências técnicas e controle social, em detrimento do desenvolvimento do sentido crítico, moral e estético.
"As implicações morais da pedagogia sugerem que as nossas obrigações morais como trabalhadores culturais não podem ser separadas das consequências do conhecimento que produzimos, das relações sociais que legitimamos e ideologias e identidades que oferecemos aos estudantes."

17/05/2019 18:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 20/05/2019 11:51 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 15 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Educação na era da Globalização

Educação, cidadania e desenvolvimento

uNa Declaração Universal dos Direitos Humanos, a educação aparece como a melhor via para transmitir, através "da razão e da consciência", as capacidades para construir um mundo melhor, no qual todos agiriam num espírito de "fraternidade"
uMas sabe-se que a educação pode ser mobilizada para apoiar projetos que vão contra os direitos humanos (nacionalistas, racistas, promotores de desigualdades)
uQual é hoje o estado da educação no mundo? Está ou não a realizar o potencial emancipador da educação?
Desenvolvimento Sustentável
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável:

Possibilitar um nível satisfatório de complexidade social, económica e cultural, fazendo ao mesmo tempo um uso razoável dos recursos naturais;
Satisfazer as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras em fazê-lo. (Relatório Brundtland)
Dimensões da Sustentabilidade:
Ambiental;
Económica;
Sociopolítica - Veículo de humanização da economia e desenvolvimento do equilíbrio humano e social, em equilíbrio com o meio ambiente:
Agenda 21;
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Desenvolvimento Regenerativo

Para além do "status quo" (manter os sistemas que asseguram a vida):
Uso dos recursos para aumentar a qualidade de vida numa sociedade de forma a aumentar a capacidade dos sistemas que asseguram a vida para garantir bem-estar no futuro (ex: solo, estruturas comunitárias participativas):
Fechar "ciclos" económicos, naturais e sociais;
Re-localização de circuitos económicos;
Aprofundamento da Democracia;
Abordagem de "Design" sistémico - Transdisciplinaridade;
"Fazer mais com menos";
Biomímica.
"Regenerative development seeks to increase the efficiency and capacity of our industrial and technological metabolism while providing life-support services and products for the world's population." (Kosmos Journal)

O papel central da educação para o desenvolvimento

Desde os anos 90, existem duas trajetórias de globalização da educação:
Educação como um direito humano - programa "Education for All" lançado em 1990 (fazia parte dos Millenium Development Goals da ONU, transformados desde 2015 nos Sustainable Development Goals)

(- mas hoje mais de 14% das crianças no mundo não estão escolarizadas, mais de 25% não acabam a escola primária e esses números são mais elevados para as raparigas)

Educação como um mercado emergente, um novo setor de serviços privados (fornecido por organizações for-profit ou not-for-profit, parcerias publico-privadas, etc.). O Banco Mundial afirma que "abrir a educação ao mercado permite melhorar a oferta e a qualidade do capital humano onde o estado falha"

É importante não rejeitar a priori a intervenção do setor privado na educação; essa intervenção não é forçosamente negativa

Globalização e educação

Definição de globalização: processo de interdependência crescente entre pessoas, territórios e organizações nos domínios económico, político e cultural
... processo ligado à liberalização do comércio internacional e potenciado pelo desenvolvimento das TICs
A globalização afeta a política educativa (dos países) através de multiplas formas e com multiplas consequências

PS: Nestes slides, "educação" significa também "política educativa" ou "sistema educativo"

Novas necessidades educativas

Globalização trouxe transformação dos mercados de trabalho e reorganização do trabalho ao nível internacional (países emergentes, deslocalizações, nova divisão do trabalho ...)
Países tem que manter a sua competitividade apostando em serviços e produtos intensivos em conhecimento e inovação: necessidade de promover níveis avançados de educação, skills e competencias
Necessidade de atração de investimento direto estrangeiro: importância dos níveis educativos (cf processos de reconhecimento e certificação competencias em Portugal)

10/05/2019 20:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 14/05/2019 12:37 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 16 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1

Definição de conceitos e indicadores

Educação

Processo de
aquisição de conhecimentos gerais
desenvolvimento da capacidade de raciocinar e de julgar (valores)
preparação intelectual para uma vida adulta, incluindo facilitação de aprendizagens futuras
Adquirida/transmitida essencialmente no sistema educativo
Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV): garantir que os adultos cujas competências não correspondam às exigências do mercado de trabalho e da sociedade atuais consigam obter acesso a oportunidades de aprendizagem

Educação é um direito, a ser assegurado a todos os cidadãos do mundo (Declaração Universal dos Direitos Humanos)
Educação é um dever - nível de ensino obrigatório
Educação tem três funções principais (tem um "valor intrínseco" e um valor "instrumental"):
Fornecer as bases para o processo de desenvolvimento pessoal (intelectual, afetivo, estético) ao longo da vida
Preparar para a cidadania ativa (construir um mundo melhor)
Preparar para o mundo do trabalho

Formação

Processo de aquisição de conhecimentos, competências e experiência (profissionais)
Adquirida em vários espaços
Sistema escolar privado e público autónomo do sistema produtivo
Instituições de formação geridas por grupos específicos (associações empresariais)
Serviços de formação internos às empresas
Reveste várias formas
Formação formal: formação contínua em sala de aula na escola ou na empresa, etc
Informal: learning-by-doing - aprendizagem no posto de trabalho; on-the-job training; modelo organizacionais podem facilitar ou não a aquisição de novas competências

Qualificação

uReconhecimento "institucional" da formação/educação; surge na intersecção de:
uSistema educativo - aquisição de conhecimentos e capacidades
uSistema produtivo - conhecimentos e capacidades em função das actividades profissionais e dos empregos ocupados
uSistema institucional - reconhecimento de uma qualificação no emprego
uDistingue-se assim:
uQualificação do trabalhador: conhecimentos/capacidades detidos pelo indivíduo e adquiridos através da educação e/ou da experiência
uQualificação do emprego: exigências, conhecimentos e capacidades, necessários ao exercício das actividades profissionais
uQualificação convencional: classificação do trabalhador na hierarquia das categorias profissionais
Competência

Conjunto de capacidades (abilities, skills) que permitem a uma pessoa agir (eficazmente) numa determinada situação
A competência encontra-se na intersecção de:
Dimensão individual: o indivíduo detem conhecimentos e capacidades e está motivado para as usar
Dimensão contextual: as situações de trabalho requerem (ou não) a utilização dos conhecimentos e capacidades
Adquiridas atraves:
Sistema educativo
Formação formal ou informal
Experiencia de vida também fora do trabalho

Capabilities

Conceito avançado por Amartya Sen, associado à abordagem do "desenvolvimento humano"
Define o bem-estar em função do que a pessoa consegue ser e fazer (beings and doings, functionnings) e da liberdade/capacidade que tem de escolher entre várias alternativas (development as freedom)
Exemplos:
Estar bem alimentado, de boa saúde: beings
Ter confiança em si, tratar dos filhos, trabalhar: doings
Poder escolher entre trabalhar ou não, ir a pé ou de carro, fazer desporto ou preparar a comida, i.e. ter um amplo capability set

Literacia

Literacia: capacidade de ler e escrever um curto texto acerca da sua vida, ou compreender a conta da água ou um formulário administrativo.
O nível de literacia pode ser bastante diferente do nível de educação: algumas pessoas podem ter-se "esquecido" das competeências adquiridas na escola (pelo seu não-uso); outras podem ter adquirido competencias ao longo da sua vida
Entre 20 a 24 % dos adultos em 17 países da UE tem nível muito baixo de literacia e 30% tem competências informáticas nulas ou muito reduzidas
50% declaram que as suas competências em TIC são insuficientes para o Mercado de trabalho atual

10/05/2019 18:00 (Sala AA2.24) Aula Teórico-Prática

Modificado em 14/05/2019 11:03 Prof. Ana Margarida Fernandes Esteves Ana Margarida Fernandes Esteves Presenças: 17 estudantes. Turmas: MEDDLDMA1