Aviso: Se está a ler esta mensagem, provavelmente, o browser que utiliza não é compatível com os "standards" recomendados pela W3C. Sugerimos vivamente que actualize o seu browser para ter uma melhor experiência de utilização deste "website". Mais informações em webstandards.org.

Warning: If you are reading this message, probably, your browser is not compliant with the standards recommended by the W3C. We suggest that you upgrade your browser to enjoy a better user experience of this website. More informations on webstandards.org.

Sub Menu
ISCTE-IUL  >  Ensino  >  MES  >  Educação e Sociedade  >  Currículo  >  Políticas de Educação

Mestrado em Educação e Sociedade

Plano curricular Educação e Sociedade


Políticas de Educação (00511)

Contextos

Grupo: Educação e Sociedade > 2.º Ciclo > Optativas > Livre > 2º Ano - 1º Semestre

Período: 2º Ano, 1º Semestre

Grupo: Educação e Sociedade > 2.º Ciclo > Optativas > Livres Ou Supletivas > 1º Ano - 1º Semestre

Período: 1º Ano, 1º Semestre

Grupo: Educação e Sociedade > 2.º Ciclo > Unidades Curriculares Obrigatórias

Período: 1º Ano, 1º Semestre

Créditos ECTS

6.0

Tipo de ensino

Ensino presencial

Língua(s) de Ensino

Português

Pré-requisitos

Não se aplica.

Objectivos Gerais

Esta unidade curricular tem como objetivo geral a aquisição de capacidades de interpretação conceptual, análise, leitura crítica e de competências operatórias no campo da investigação científica na área das políticas públicas e, em particular, das políticas de educação. Prevê-se ainda que os alunos possam interpretar e analisar tais políticas de forma contextualizada, reconhecendo ciclos e processos de mudança política, ao nível local, nacional e global.

Objectivos de Aprendizagem

Concretamente, esta unidade visa preparar mestres que:
1. demonstrem possuir uma compreensão das diferentes conceções e "modos de produção" das políticas públicas de educação e a sua evolução nas últimas décadas;
2. demonstrem possuir uma compreensão dos contextos nacional e internacional, que têm influenciado a reconfiguração das políticas de educação, em particular, o contexto europeu;
3. demonstrem possuir conhecimento sobre a evolução das políticas educativas à luz da reforma do modelo do Estado;
4. sejam capazes de aplicar esses conhecimentos na análise dos modos de regulação das políticas públicas de Educação;
5. demonstrem possuir conhecimento sobre a relação entre os diferentes níveis de decisão e de acção política;
6. tenham capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante na área das políticas de educação e sobre a sua aplicabilidade em realidades específicas.

Programa

O programa tem como objecto a evolução das políticas educativas a nível do ensino básico e secundário, a compreensão dos contextos políticos e de transnacionalização dessas políticas, assim como a sua regulação a diferentes níveis de decisão, com particular destaque para o caso português. O Programa está organizado de acordo com as seguintes alíneas:

1. Conceção, produção e regulação das políticas educativas: espaços, dinâmicas e atores
2. Globalização e impacto nas políticas educativas
3. Europeização das políticas educativas
4. Reforma do Estado e impacto nas políticas educativas
5. Portugal: dinâmicas e ciclos de produção política
6. A escola pública no centro do debate: problemas e políticas
7. Descentralização e territorialização das políticas educativas
8. Políticas educativas e organização escolar.

Processo de avaliação

A avaliação da UC tem os seguintes elementos:
1) assiduidade (10%) e participação nas aulas (10%). Esta participação inclui a apresentação de um texto de pesquisa e análise sobre políticas de educação (15-20 min).
2) Trabalho escrito individual de reflexão crítica, teoricamente sustentada sobre um tipo de programa ou política. O trabalho não poderá exceder as 10 páginas (arial 11) (80%).

Processo de ensino-aprendizagem

O processo de ensino-aprendizagem assenta na combinação de aulas teóricas e teórico-práticas. O desenvolvimento de quadros teóricos e analíticos das políticas educativas é o objetivo desta combinação. Para que a mesma seja bem sucedida, é fundamental a presença e a participação dos alunos nas aulas. O trabalho escrito visa a promoção da capacidade de análise, de síntese, de objetividade e de reflexão crítica. Este exercício deve beneficiar de momentos tutoriais e orientação por parte do docente.

Bibliografia

Básica

Azevedo, J. (2007), Sistema educativo mundial. Ensaio sobre a regulação transnacional da educação, VNG, FML.
Ball, S. (1994), Education Reform: a Critical and Post-structural Reform, Londres, Routledge.
Barroso, J.(2005), Políticas Educativas e Organização Escolar, Lx, Un. Aberta.
Carneiro, R.(2003), Fundamentos da Educação e da Aprendizagem: 21 Ensaios para o Século 21, VNG, FML.
Formosinho,J., A. S. Fernandes; J. Machado e F. Ferreira (2005), A Administração da Educação. Lógicas burocráticas e lógicas de mediação, Porto, Asa.
Martins, S. C. (2012), Escolas e Estudantes da Europa: Estruturas, Recursos e Políticas de Educação, Lisboa, Editora Mundos Sociais.
Rodrigues, M.L. (2014) (org.), 40 Anos de Políticas de Educação em Portugal (Vol1 e 2), Lx, Almedina.
Teodoro, A.(2001), A Construção Política da Educação: Estado, mudança social e políticas educativas no Portugal Contemporâneo, Porto, Afrontamento.
Zanten, A. van (2004), Les Politiques d'Éducation, Paris, Puf.

Complementar

AAVV (2006), A Autonomia das Escolas, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.
Abrantes, P., S. C. Martins, e T. Caixeirinho (2013), "Sucesso, gestão e avaliação. Um novo capítulo nas políticas educativas em Portugal", em L. Veloso (Coord.) (2013), Escolas e Avaliação Externa. Um Enfoque nas Estruturas Organizacionais, Lisboa, Editora Mundos Sociais.
Almeida, A. N., e M. M. Vieira (2006), A Escola em Portugal, Lisboa, ed. ICS, pp.51-85.
Antunes, F. (2005a), "Globalização, União Europeia e Políticas Educativas nacionais", em Sociologia, Problemas e Práticas, nº 47,pp. 125-143.
Antunes, F. (2005b), "Reconfigurações do Estado e da Educação: novas instituições e processos educativos", Revista Lusófona de Educação, 5, , pp.37-62.
Arendt, H. (1972), La crise de l'éducation, Paris, Gallimard.
Ball, S (2010), The Education Debate: Policy and Politics in the Twenty-First Century, Bristol, The Policy Press.
Ball, S., e J. Mainardes (orgs.) (2011), Políticas Educacionais: Questões e Dilemas, São Paulo, Cortez Editora.
Barroso, J.(org) (2003), A Escola Pública. Regulação, desregulação, privatização, Porto, Asa.
Barroso, J.(org.), (2006), A Regulação das políticas públicas de Educação. Espaços, dinâmicas e actores, Lisboa, Educa-Unidade de I&D de Ciências da Educação, U. de Lisboa.
Dale, R. (2000), "Globalization and education: demonstrating a 'common world educational culture' or locating a 'globally structured educational agenda?", em Educational Theory, 50 (4), 427-448.
Dubet, F. (2002), Le Déclin de l'institution, Paris, Du Seuil, pp.87-166.
Esping-Andersen, G. (1990), The Three Worlds of Welfare Capitalism. Cambridge, Polity Press.
Eurydice (2007), Autonomia das Escolas na Europa: Políticas e Medidas, Bruxelas, Comissão Europeia.
Fialho, I., J. Verdasca, M. Cid, e M. Favinha (org.)(2014), Políticas Educativas, Eficácia e Melhoria das Escolas, Évora, CIEP-UE.
Formosinho, J., A. S. Fernandes, J. Machado, H. Ferreira (2010), Autonomia da Escola Pública em Portugal, V. N. Gaia, Fundação Manuel Leitão, pp. 43-55.
Gomes, R. Machado (2005), O Governo da Educação em Portugal: Legitimação e Contingência na Escola Secundária, 1974-1991, Coimbra, Imprensa da Universidade.
Honig, M. (ed.) (2006), New Directions in Education Policy Implementation: confronting complexity, New York, State University of New York Press.
Lawn, M; Nóvoa, A. (2005), L'Europe Réinventée, regards critiques sur l'espace européen de l'éducation, Paris, L'Harmattan.
Lima,L., e A. Almerindo (2002), Reformas da Educação Pública: Democracia, Modernização, Neoliberalismo, Porto, Afrontamento.
Martins, S. C. (2014), Políticas Educativas Europeias: Divergir e Convergir num Espaço Comum, em M. L. Rodrigues (org.), 40 Anos de Políticas Educativas de Educação em Portugal, (Vol II: Conhecimento, Atores e Recursos), Lisboa, Almedina, pp. 685-707.
Mathews, P. e outros (2009), Política Educativa para o Primeiro Ciclo do Ensino Básico, Lisboa, Gepe, Ministério da Educação.
Mitchell, D. E., R. L. Crowson, D. Shipps (2011), Shaping Education Policy: Power and Process, Routledge, N. Iorque.
OCDE (2005), Education Policy analysis, Paris.
OCDE (2013), Education at a glance 2012: OECD Indicators, Paris.
OCDE (2017), Education at a glance 2016: OECD Indicators, Paris.
Pacheco, J.A. (org.) (2000), Políticas Educativas. O neoliberalismo em educação, Porto, Porto editora.
Rodrigues, M.L. (2010), A Escola Pública Pode Fazer a Diferença, Lx, Almedina.
Rodrigues, M.L., J.Sebastião, J.Mata, L. Capucha, L. Araújo, M.V. da Silva, SC Martins, e V. Lemos (2016), Educação. 30 anos de Lei de Bases, Lisboa, Editora Mundos Sociais.
Rodrigues, M.L., e M. Heitor, com T. Patrício, SC Martins, e CP Conceição (orgs.) (2017), 40 Anos de Políticas de Ciência e de Ensino Superior, Lisboa, Almedina.
Teodoro, A. (1994), Política Educativa em Portugal: Educação, Desenvolvimento e Participação Política dos Professores, Porto, Afrontamento.
UE (2009), Education & Training 2010. Main policy initiatives and outputs in education and training since the year 2000, Brussels, Directorate-general for Education and Culture.
Zanten, A. Van ( Dir.) (2000), L'ecole, l'état des savoirs, Paris, La découverte, pp.85-147.
Vienne, P.(2005), "Socialização e ressocialização: as políticas da educação para as classes populares", Análise Social, Vol. XI (176), 633-649.